Diário virtual

domingo, 29 de outubro de 2017

Aula 14.


Oi, gente linda!

A aula quatorze foi dia de declamação, alegria para uns, tristeza para outros. Acho que fico no meio termo, nem feliz, nem triste, Pois adoro ouvir declamações, mas não gosto de fazer. (risos)
A aula basicamente foi isso, todos escolheram um poema e declamaram. Sobre a minha declamação, não foi boa, pois o poema que escolhi requer mais emoção, drama, e eu meio que "li". Preciso trabalhar nisso. 
Contudo, amei todos os poemas declamados. Vou deixar abaixo o poema que escolhi, é um dos meus favoritos. 


JOSÉ

Carlos Drummond de Andrade

E agora, José? 
A festa acabou, 
a luz apagou, 
o povo sumiu, 
a noite esfriou, 
e agora, José? 
e agora, Você? 
Você que é sem nome, 
que zomba dos outros, 
Você que faz versos, 
que ama, proptesta? 
e agora, José?

Está sem mulher, 
está sem discurso, 
está sem carinho, 
já não pode beber, 
já não pode fumar, 
cuspir já não pode, 
a noite esfriou, 
o dia não veio, 
o bonde não veio, 
o riso não veio, 
não veio a utopia 
e tudo acabou 
e tudo fugiu 
e tudo mofou, 
e agora, José?

E agora, José? 
sua doce palavra, 
seu instante de febre, 
sua gula e jejum, 
sua biblioteca, 
sua lavra de ouro, 
seu terno de vidro, 
sua incoerência, 
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão 
quer abrir a porta, 
não existe porta; 
quer morrer no mar, 
mas o mar secou; 
quer ir para Minas, 
Minas não há mais. 
José, e agora?

Se você gritasse, 
se você gemesse, 
se você tocasse, 
a valsa vienense, 
se você dormisse, 
se você consasse, 
se você morresse.... 
Mas você não morre, 
você é duro, José!

Sozinho no escuro 
qual bicho-do-mato, 
sem teogonia, 
sem parede nua 
para se encostar, 
sem cavalo preto 
que fuja do galope, 
você marcha, José! 
José, para onde?

Desejos perdidos.


"Pequenos desejos"
Procurei várias maneiras de começar a escrever sobre isso, ao refletir, percebi que minha "lista" de pequenos desejos, está cada vez mais vazia, talvez pelas responsabilidades do dia-a-dia; a falta de tempo de sequer desejar algo.
Agora, ao olhar o azul do céu, o verde das plantas, sentir o vento levemente no meu rosto, deixando meu cabelo desajeitado, lembro-me como é bom desejar... estar em um lugar cercado de natureza, sentir a calmaria, ouvir o balançar das árvores que é o único barulho agora, esse é um dos meus desejos, no qual estou vivendo agora - não mais agora que você está lendo. 
Desejo ir à praia num fim da tarde, sentar na areia e olhar o mar, o indo e vindo infinito das ondas enquanto o sol se põe. 
Desejo um dia frio com uma xícara cheia de chocolate quente, uma coberta macia, um par de meias rosas e um bom livro de romance.
Desejo um momento com meus pais e minha irmã, em nossa antiga casa relembrando momentos vividos nela. 
Desejo ouvir para sempre a voz dos meus pais me chamando. 
Desejo acordar todas as manhãs sabendo que eles estão bem. 
Desejo olhar o céu estralado com minhas amigas ao som do Djavan. 
Desejo dormir com minha irmã em uma cama pequena, depois de ter assistido vários filmes. 
Desejo viajar de carro e dormir no carro. 
Desejo correr na praia enquanto chove, sentir o cheiro de terra molhada e nadar nua.
                                            
                                                 [...]


Esse não é o fim da minha lista, talvez seja apenas o começo. Mas sem dúvidas, o meu maior desejo é sempre ter um desejo. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Aula 13.


SOU A PESSOA MAIS INDECISA DO MUNDO!!!

Meu Deus! Eu sou a indecisão em pessoa. Você deve estar se perguntando o porquê de eu estar falando isso. Pois bem, explicarei!

Desde o primeiro dia de aula - sim, O PRIMEIRO DIA DE AULA - , a professora comentou que teríamos que escolher um livro (romance contemporâneo brasileiro), mas não poderia ser qualquer livro, teria que ser O LIVRO, entende? aquele livro que marcou, que você amou. Tarefa difícil para mim que não costumo ler livros brasileiros, e os que leio, não são contemporâneo. Foram doze semanas, DOZE! e eu não consegui escolher. E é aí que entra a aula treze. 

Na aula 13 aconteceu a roda de conversa, na qual todos teriam que mostrar o livro escolhido e falar o nome do autor, ano de publicação, enredo, pontos interessantes. De última hora eu gostei de um livro, mas adivinha? NÃO FOI PERMITIDO USÁ-LO NA RODA DE CONVERSA. Que morte horrível a minha!
Como eu não consegui escolher outro, a professora me deu o prazo de uma semana para escolher um livro. Ontem, dia 17 de outubro de 2017, minha querida amiga Déborah, conseguiu encontrar um livro que, finalmente, eu disse: É esse! Obrigada, Debinha! I love you! 

Enfim, mais uma vez eu comprovei que não existe pessoa mais indecisa do que eu!

Me despeço por aqui. Beijinhos e até logo!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Aula 12.

Olá, meu povo!

Essa aula... Meu Deus! estava ansiosa para receber a nota da prova - DE GRAMÁTICA -, havia me preparado para esse momento, sabia que não tinha ido bem, mas a esperança é a última que morre, né nom?! Porém...

Professora Andréa fez suspense e resolveu nos matar  - de ansiedade - aos poucos e deixou para entregar as provas no fim da aula.

Depois desse leve impacto, a professora perguntou a cada aluno um pequeno desejo. O meu pequeno desejo é considerado um milagre: ficar na média em teoria da literatura. Mas, deixemos isso de lado, não quero começar a chorar agora. 
Essa foi uma forma de introduzir o assunto que seria abordado na aula. Teríamos que criar um texto falando sobre os nossos pequenos desejos, mas antes, lemos algumas crônicas para nos inspirar, que nada mais é do que uma narração que tem por base fatos que acontecem em nosso cotidiano. 

Ao escrever me dei conta de que há muito tempo eu não tinha "pequenos desejos", talvez pela falta de tempo, as responsabilidades da vida. Mas escrevendo pude retomá-los. Só em estar ali, sentada em uma calçada, em um lugar que o único barulho era o das árvores balançando, onde havia muito verde e um céu azul - sim, eu sai da sala para escrever - , já era um dos meus pequenos desejos. Depois que conclui minha crônica, fui surpreendida pela chuva, tive que ficar ali por mais alguns minutos, esperando a chuva passar. E olhando a chuva cair, molhando as árvores, o chão e aquele cheiro de terra molhada... aaahh! Percebi que esse tal de pequeno desejo que a professora Andréa falou é bom demais da conta! 



Viajei muito nessa aula.

Bem, a tranquilidade foi embora quando eu entreguei a crônica e peguei a prova, ao ver a nota eu senti minha alma ir embora juntamente com minha dignidade. 


Bom, e foi isso! Trago notícias quando eu superar essa nota. 

Beijos e até a aula 13! 







domingo, 8 de outubro de 2017

Aula 11 - Relatório da Bienal.


Na segunda-feira, dia 02/10/2017, a turma de Leitura e produção de textos em língua portuguesa, teve a honra de prestigiar uma mesa redonda cujo o tema seria "O fazer poético", no maior evento literário de Alagoas, a 8º bienal internacional do livro, tendo como palestrante a professora e poeta Luci Collin. 
Logo no inicio da palestra, Luci nos questionou com a seguinte pergunta: "Quem escreve só para si?". Visto que, algumas pessoas - inclusive eu - tende a ter dificuldade de expor o que escreve. Com isso, ela introduziu uma pequena reflexão do que seria a poesia. A poesia reflete a situação que o autor encontra-se? partindo desse principio, ela argumentou que no processo de composição da poesia, há um pouco do "outro", afinal, para quê escrever se ficará guardado só para si? Escrever já é uma forma de querer compartilhar, pois se não fosse, não escreveríamos, teríamos uma ideia, uma "inspiração", mas não passaríamos para o papel. 
Outra questão abordada na palestra foi a liberdade que a poesia nos traz, o que pode parecer algo sem coerência em outros textos, na poesia há uma significação, ou seja, o autor tem total liberdade em escrever o que quiser. Outro aspecto marcante é a emoção, a sensação de leveza que a poesia nos proporciona, tanto lendo, como criando. Collin nos contou um fato marcante com a poesia: sempre ao ler uma determinada poesia de um autor internacional, ela sente uma sensação boa, a poesia traz um sentimento no qual ela não consegue descrever, no entanto sabe que é bom. Acredito que, todos nós já lemos ou iremos ler algo que nos trouxe/traga esse mesmo sentimento sem elucidação. 
 Segundo Luci Collin, a poesia, como muitos imaginam, não precisa "trazer" uma mensagem, não precisa haver uma explicação. Nas escolas, é comum atividades na qual os alunos são direcionados a encontrar a mensagem que a poesia quer passar. A poesia não tem obrigação de passar mensagem, essa não é a função da poesia. 
Para Luci, a poesia não é necessariamente um desabafo do autor, mas sim, uma forma de poder aliviá-los. Por isso, há um grande receio em mostrá-las, pois podem ser interpretadas como desabafo. Outro receio ainda maior é declamá-las em público. Ainda há preconceito com quem escreve poesia, e uma abertura do pensamento faz-se necessária. 
Por fim, a palestrante conclui falando da construção da poesia, apesar do autor ter total liberdade em escrevê-la, alguns aspectos são fundamentais para que seja considerado poesia, que nada mais é do que a junção da forma e conteúdo que são chamados de "construção orgânica" por Collin. Esses dois elementos precisam estar em total equilíbrio, as escolhas das palavras, a forma, tudo faz-se imprescindível. 



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Minha experiência

Foi de suma importância ter ido assistir à palestra, sai com muita vontade de continuar tentando escrever, mesmo que por enquanto, seja só para mim. Luci transbordou amor pela poesia, foi um vazamento de amor, puro amor, e acredito que todos naquela sala foram atingidos. Foi uma grande motivação! 


Segue algumas fotos desse dia maravilhoso! 

Qualquer livro por 10 reais!!! Jesus, me segura que eu vou falir meus pais.

Muito amor! mas podemos ver que não conhecemos a simetria. (risos)

Tentando fazer a "bela e recatada" antes da palestra.

Bem blogueirinhas, sim!

Bem garota tumblr, sim.
Momento da apresentação da palestra

sábado, 7 de outubro de 2017

Minha experiência escolar com a leitura e escrita.


No meu período escolar, tive uma relação distante com a leitura e escrita, se comparado ao momento que encontro-me hoje - sendo uma estudante de letras - não chega nem a um porcento do que estou vendo hoje. A escola não me deu uma diversidade em relação a leitura e escrita, levou-me para o centro, para o comum. Sempre éramos direcionados aos mesmos autores, os mesmos gêneros, de certa forma, virou um costume, de tanto ler as mesma coisas, achei que só gostasse de ler isso. Ao chegar no ambiente acadêmico a realidade que encontrei foi totalmente o contrário do que esperava, ou melhor, do que estava acostumada. O primeiro impacto foi ler gêneros diferentes, autores que sequer tinha ouvido falar, textos mais complexos, no qual o esforço para interpretá-los foi muito maior. Na escola, eu não fazia esforço, conseguia interpretar rapidamente, por sempre se tratar das mesmas questões. 
Na escrita, a situação foi um pouco melhor, tínhamos mais diversidade. Os professores foram mais dinâmicos, exploraram diversos assuntos. Porém, sentia que não era o suficiente, mas não buscava ler outras coisas, achava que só aquilo era bom. No terceiro ano, na pressão que tem como nome "ENEM", as coisas tomaram outro rumo. Fomos direcionados a ler gêneros diferentes, mas como? se acostumaram os alunos com os mesmos gêneros. É claro que foi um impacto para os alunos. Passamos a vida lendo "A moreninha" "Triste fim de Policarpo Quaresma" "O cortiço", e no terceiro ano do ensino médio, aos quarenta e cinto do segundo tempo, resolvem mudar o percurso. Hoje eu posso ver claramente que a escola não me preparou para estar aqui, meu período escolar não foi diversificado em relação leitura-escrita. É assim na maioria das escolas, infelizmente. Os professores têm que seguir o cronograma escolar, dificultando a diversidade na leitura e escrita, deixando os alunos no centro, na mesmice, na rotina. 

domingo, 1 de outubro de 2017

Aula 10.

Olá, chuchus.

Minha gente, começo falando que estou super empolgada com essa narrativa digital. (só queria expor mesmo). 

Na aula dez, a professora Andréa não pôde ir - uma pena, pois estava ansiosa para ver o próximo look dela. Millenna - a monitora - administrou a aula. Ela nos deu a tarefa de fazer o roteiro da nossa narrativa através do poema que criamos e interligando a  canção e as imagens que escolhemos.

Criando o roteiro, eu pude imaginar como ficaria a narrativa, foi muito bom! Me senti a própria Glória perez. Consegui terminar o roteiro mais rápido do que pensei. Imaginando como tudo ficaria, pensei em chamar o Paulinho para ser o ator principal da minha narrativa, achei que o meu personagem é muito a cara dele. Eu fiz a minha narrativa inspirada na Andréa Cavalcante, mas criando o roteiro, vi que tem muito a ver com o Paulinho também. Fiz a proposta, ele aceitou. Por esses dias estarei depositando o cachê dele. Um ator desses, bicho, não é pra qualquer um.


Falando em Paulinho, ele me falou que quando lê os meus diários, fica perdido, imagino que vocês também. Gente, desculpa, mas eu sou perdida, então tudo o que faço é meio perdido também. Falo de um assunto, não termino e já começo outro. É que eu sou GEMINIANA!!! Vão se acostumando(risos).  Quem sabe em outra vida eu nasça uma virginiana ou capricorniana, né nom?! 

Continuando... a décima aula foi isso. eu disse DÉCIMA? Misericórdia! Mas já?!?! Nossss... Até parece que a primeira aula foi ontem... professora Andréa chegando um pouco atrasada devido ao trânsito - que nesse dia tava louco - com vários livros, nos apresentou alguns... enfim... 



Até logo! no próximo diário trarei relatos da bienaaaaal!!! 



Aula 17.

Enfim, o grande dia chegou!!! Esse dia apresentamos as narrativas, como convidado especial a professora levou seu marido, também profess...